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Course: Egito
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Feluccas

Agora era hora de retornar ao Cairo para iniciar sua viagem de volta ao Brasil. Mas José não tinha ainda nenhuma convicção de ter encontrado a resposta ao desafio: qual seria o grande Tesouro do Egito?

Todas as obras faraônicas eram importantes, mas não resumiam sua experiência no país. Havia visitado praias e desertos, ruínas milenares e museus incríveis, havia estado em contato com um povo anfitrião e simpático, havia comido, bebido e se deliciado com os pratos mais tradicionais da gastronomia egípcia, havia visitado pessoalmente locais sagrados de povos politeístas e das grandes religiões monoteístas, visto riqueza e pobreza, ouro e areia, havia passeado nas costas de um camelo, mergulhado em torno de corais coloridos, se perdido em uma metrópole caótica, escutado o silêncio profundo da natureza e atravessado desertos e oásis, mas não conseguia responder à pergunta dos amigos.

Da janela de seu quarto via o Rio Nilo e se deu conta de que, após vinte dias entre areias e oásis, a visão da água era relaxante e agradável. Acompanhou com o olhar os barcos que navegavam pelo rio e se lembrou da explicação de um guia que falava das feluccas.

Felucca: Trata-se do barco de madeira movido à vela, com uma ou duas velas em forma de trapézios, usado em águas resguardadas do mar Vermelho e Mediterrâneo Oriental, particularmente no rio Nilo. Para o turismo são usados em passeios de um dia ou cruzeiros curtos, de 1 a 3 noites, entre Aswan e Luxor. Podem acomodar até dez pessoas em seu convés que, durante o dia, é usado como sala de estar e à noite se transforma em dormitório. José decidiu que seu retorno ao Cairo seria feito em etapas. A próxima, em um felucca até Luxor.

Embarcou para a viagem de três noites, ciente de não devia esperar muito conforto dentro do barco, mas o contato visual com a água era suficiente. Navegando pelo Nilo teve oportunidade de ver as populações que viviam às margens do rio em sua rotina, as crianças nadando ou navegando em pranchas, animais se refrescando nas suas águas limpas, plantações que se desenvolviam a perder de vista, e tantas outras feluccas que levavam não turistas, mas a população local em seus deslocamentos de uma margem à outra.