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Curso: Egito
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Lição de Texto

Cairo

A primeira sensação de José ao chegar à cidade do Cairo foi de que a metrópole, onde vivem 25 milhões de pessoas, era um caos. Muito trânsito e barulho, uma mistura de areia com poluição, desorganizada, mas, ao mesmo tempo, fascinante: uma mescla de moderno e antigo, de tecnologia com tradição, tudo isso faz da capital do Egito um centro dinâmico e cheio de mistérios a serem desvendados.

Panorama da paisagem urbana do Cairo tirada durante o pôr do sol da famosa Torre do Cairo, Cairo, Egito
Panorama da paisagem urbana do Cairo tirada durante o pôr do sol da famosa Torre do Cairo, Cairo, Egito

Com toda atenção, porque não existem semáforos nas esquinas e é um “salve-se quem puder”, caminhou pelas ruas seguindo seu GPS até chegar ao Museu Egípcio do Cairo. Ali começaria a sua pesquisa.

Museu do Cairo: O museu mereceria um trabalho de arqueologia por si só, tal é a profusão de peças em seu acervo, com mais de 120 mil, incluindo múmias, estátuas, papiros, joias e outros artefatos que contam os cinco mil anos de história deste território.

E vamos acompanhando José em suas descobertas:

Múmias: A palavra múmia significa, em árabe, betume ou asfalto, material possivelmente utilizado pelos egípcios para o embalsamamento. Os egípcios, por acreditarem numa outra vida depois da morte e o corpo poderia ressuscitar, criaram técnicas para impedir que os corpos dos mortos se decompusessem. Outros povos antigos tinham por hábito esta prática, mas são as múmias egípcias que mais fascinam pela engenhosidade com que foram criadas. Os corpos eram tratados com diversos compostos químicos, geralmente sal, sódio e resinas, sendo depois envolvidos em faixas de linho.

Faraós: Os faraós foram os grandes construtores do que hoje se tornou memória material de uma era. A palavra faraó vem da versão grega da Bíblia, onde aparece sob a forma “pharão”. Os antigos egípcios usaram termos como “nesu” (rei) ou “neb” (senhor). São inúmeros os faraós que deixaram registradas suas vidas, obras e riquezas nos templos, palácios, como Ramsés II, Quéops, Cleópatra, mas quem domina as atenções no Museu é um dos menos importantes deles, Tutankhamon. Ele assumiu o trono quando tinha cerca de nove anos. Morreu aos 19 anos, sem herdeiros. Pelo ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas, mesmo assim, é o que mais fascina a imaginação moderna, pois foi uma das raras sepulturas reais, encontrada quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egito de 3.400 anos atrás. Isso foi considerado quase um milagre, uma vez que a grande maioria dos túmulos havia sido saqueada ao longo dos séculos.

Convencido de que não era o ouro de Tutankhamon o maior tesouro do Egito, José continuou sua visita à cidade e chegou ao bairro islâmico.