Gisé
José decidiu usar um táxi para cobrir os 20 km de distância e chegar a um dos ícones do Egito, onde se encontra a única das “Sete Maravilhas do Mundo Antigo” ainda de pé: o plateau de Gisé, onde estão as pirâmides de Keops, Quéfrem e Miquerinos.

As pirâmides, obras verdadeiramente faraônicas, eram construídas para abrigar os sarcófagos de cada faraó falecido, bem como todos os seus tesouros. Como os egípcios acreditavam na reencarnação, além de ser mumificado, o soberano deveria ter por perto todos os seus bens para utilizar no seu retorno, em sua próxima vida.
Quéops: A estrela é Quéops ou Kofu, a Grande Pirâmide. Tem 146 metros de altura e foi construída, aproximadamente, em 2500 a.C. É a mais antiga das três, mas não, a mais antiga do Egito. A grande pirâmide é a única que se pode visitar por dentro.
Quéfren: A segunda pirâmide é a de Quefren. O faraó Quéfren era filho do faraó Quéops e reinou entre 2520 e 2494 a.C. Ordenou que sua pirâmide tivesse 10 metros a menos do que a de seu pai, por respeito a ele. Por isso, é a segunda maior pirâmide do Antigo Egito.
Miquerinos: A terceira obra deste complexo é a Pirâmide de Miquerinos. A pirâmide foi feita para ser tumba do faraó Miquerinos, que era o filho do faraó Quéfren, neto de Quéops. Este faraó reinou por pouco tempo, por este motivo não teve tempo de concluir sua pirâmide.
Esfinge: Próximo de onde foi erguida a pirâmide de Quéfren havia um conjunto rochoso, aproveitado para que nele se esculpisse outra obra monumental: a famosa Esfinge. A construção misteriosa, metade humana, metade leão, que aterrorizou durante séculos quem dela se aproximava, tem um ar curiosamente sereno. Representa o faraó sentado em seu trono. Sua função, provável, era de proteger as pirâmides de Quéops e Quéfrem.
José retornou ao seu hotel depois de um dia inteiro andando a pé e na corcova de um camelo para dar volta às pirâmides, que pareciam estar próximas uma da outra, o que não era verdade. Trata-se de um tipo de ilusão de ótica, causada pela infinidade da paisagem desértica.