Não é apenas o mais remoto dos oásis egípcios. Outras singularidades o diferenciam dos seus congêneres do Deserto Ocidental. Localizado a 50 km da fronteira com a Líbia, foi usado, durante o Império Romano, como local de banimento e sugerimos verificar a necessidade de uma autorização para viajar desde Siwa para outras localidades no Deserto Ocidental. Daqui se pode vivenciar o Grande Mar de Areia do Deserto do Saara, com suas dunas móveis, fluidas, gigantescas que parecem dançar com o vento.
Siwa detém uma espantosa abundância de água, em lagos, fontes e lençóis freáticos subterrâneos. O oásis tem uma extensão máxima de 80 km e é um fértil jardim onde se encontram mais de cinquenta mil oliveiras e um quarto de milhão de palmeiras, que produzem as melhores tâmaras do país e o mais afamado azeite egípcio. Em Siwa se encontram algumas atrações muito particulares, como a piscina de Cleópatra ou o Templo do Oráculo. Não restou nada da construção original do templo, mas é muito interessante aprender que ali viviam os principais oráculos da Antiguidade, ou seja, magos e sábios que se dedicavam a estudar e adivinhar o futuro.
Outra atividade que pode parecer estranha é fazer um “banho de areia”, ou seja, ser enterrado na areia quente até o pescoço. É considerado um ótimo tratamento para artrites e reumatismo.
Depois da parada em Siwa, de um banho de areia e de comer muitas tâmaras, José seguiu para o próximo oásis dessa sua aventura saariana.