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Curso: Egito
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Lição de Texto

Deserto Ocidental

Um safári no deserto leva o visitante por meio de uma impressionante variedade de paisagens, desde o nascer ou o pôr do sol com cores inebriantes, até noites de céu completamente estrelado. Caminhar ao lado dos beduínos e conhecer suas tradições centenárias é provar o misticismo de uma região onde os valores ocidentais não têm grande serventia. Nada vale a posse de uma terra onde o acesso à água é primordial. Conhecer marcos naturais inéditos, como os campos de sílica ou a arte rupestre estampada em cavernas e grutas, pode ser etapa de um roteiro de muita aventura.

Os melhores períodos de visita são as estações intermediárias: primavera e outono.

Oásis: É uma região com água e vegetação encravada no meio de um deserto – um dos poucos lugares em que a sobrevivência do homem nas areias escaldantes é possível. No Egito, registros arqueológicos indicam que o homem já explorava esses locais há sete mil anos. Os tipos tradicionais de oásis aparecem em áreas escavadas pelo vento, onde o lençol freático (subterrâneo) fica próximo do solo. Pelas fendas nas rochas, o líquido dos reservatórios encontra um caminho até a superfície, jorrando em fontes que hidratam homens e animais, fazem surgir uma faixa de palmeiras ao redor das lagoas e irrigam pequenas plantações.

Nos nove milhões de km² do deserto do Saara, onde certas regiões passam quase dez anos sem uma única gota de chuva, os oásis são uma dádiva. Para povos nômades da África, como beduínos e tuaregues, eles servem como pontos de parada de caravanas há quase três milênios.